FOTOS CAMETÁ

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CAMETÁ/PA

História

A cidade de Cametá está situado à margem esquerda do Rio Tocantins, a denominação Cametá, de origem Tupi, relaciona-se ao fato dos Índios Caamutás, construírem nos troncos das árvores casas para espera de caça, conhecida também como “Caa-muta”, que em linguagem nativa, significa armação elevada de copa de árvore, pois “Caa” é explicado como Mato, floresta ou bosque e “Muta” como degrau, armação ou elevação.

Logo depois da fundação da cidade de Belém, os colonizadores foram atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins.

Em 1617, Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio, sobe o Rio Tocantins, desembarcando “numa margem de terra à esquerda do Rio”. É o início da civilização Cristã entre os índios Camutás. Dois anos depois, o Governador da Província criou a Capitania de Cametá. Em 1635 o povoado é elevado à categoria de vila, com o nome de Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá,  em 21 de Outubro de 1848, Cametá obteve o status de cidade tendo como Santo Padroeiro São João Batista.

A cidade foi declarada como Patrimônio Histórico, ficando localizada a 150km da capital Belém. Atualmente, algo que traz muita renda para a cidade é o carnaval, conhecido como sendo o melhor de todo o Pará. Bastante cultural e alegre, o carnaval de Cametá chega a dobrar o número de habitantes da cidade durante o evento.

Em Cametá nasceram várias danças e costumes tradicionais do Pará. A festa de são João Batista no mês de junho e o seu carnaval são muitos famosos. Entre as principais atrações e eventos que o município oferece, merecem destaque a praia da Aldeia, Cametá Tapera, suas 90 ilhas, rio Cupijó, a pesca do Mapará (peixe tipíco da região), o Cordão da Bicharada e Bambaê do Rosãrio da Vila de Juaba, o famoso Samba de Cacete, siriá e os blocos de carnavais fora de época e o famoso fófó (brincadeira a base de farinha de trigo e de milho).

 

Clima

Segundo a classificação de Koppen, o clima da região enquadra-se no grupo A, que corresponde a clima úmido tropical, com temperatura mínima superior a 18º C.

 

Vegetação

A cobertura vegetal do município de Cametá é constituída pela floresta dos Baixos Platôs, pela Floresta Densa Aluvial e pelos Campos Gerais. A primeira formação vegetal reveste as terras firmes e constitui-se de árvores de porte elevado e aparência da floresta úmida. Nestas áreas estão presentes espécies como o açaí e buriti.

 

Hidrografia

Na hidrografia do município, o rio de maior importância é o Tocantins, que atravessa no sentido Sul-Norte, dividindo-o em duas partes. No seu curso, dentro do município, aparecem cerca de noventa ilhas, com a presença marcante de furos e paranás, existem, entretanto, rios independentes e paralelos ao rio Tocantins, tais como: Mupi, Cupijó e Anauerá. A importância do Tocantins, no Município, é enfatizada pela ligação que mantém com inúmeros paranás, igarapés, furos, braços de rios, que se interpenetram no grande número de ilhas, onde se concentram povoados e aglomerações relativamente habitados.

 

Estado do Pará

O Pará é uma das 27 unidades federativas do Brasil. É o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km², pouco maior que Angola, dividido em 144 municípios, está situado no centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordeste, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a Guiana a noroeste.

O estado é o mais populoso da região norte, contando com uma população de 7.321.493 habitantes. Sua capital, Belém, reúne em sua região metropolitana cerca de 2,1 milhões habitantes, sendo a segunda maior população metropolitana da região Norte. Outras cidades importantes do estado são, Abaetetuba, Altamira, Ananindeua, Barcarena, Cametá, Castanhal, Itaituba, Marituba, Marabá, Paragominas, Parauapebas, Redenção, Santarém e Tucuruí. O relevo é baixo e plano; Os rios principais são, rio Amazonas, rio Tapajós, rio Tocantins, rio Xingu, rio Jari e rio Pará.

 

Divisão do estado

Atualmente a câmara de deputados aprovou um decreto legislativo que autoriza a realização de um plebiscito que vai decidir pela criação do estado de Carajás e a criação do estado de Tapajós, configurando-se na divisão do estado do Pará, contudo, ainda precisa passar pela aprovação do Senado antes de ser promulgado. Se os dois plebiscitos forem realizados, a área atual do estado do Pará poderá ser divida em três estados. Pela proposta, o estado de Carajás, estaria localizado a sul e sudeste do Pará, e prevê como capital a cidade de Marabá. Ao todo, o novo estado teria 39 municípios, com área equivalente a 25% do atual território do Pará. Já o projeto que prevê o plebiscito para o estado de Tapajós preve que o estado estaria localizado a oeste do Pará, ocupando cerca de 58% da área total do estado. A capital do novo estado seria Santarém. Ao todo, 27 municípios estão previstos para o estado de Tapajós. O projeto que prevê o plebiscito ainda precisa ser aprovado pelo Senado.

 

Dialetos

O Pará tem pelo menos dois dialetos de destaque: o dialeto paraense tradicional, usado na capital Belém, no nordeste do Pará, Oeste do estado, e em boa parte do território estadual; enquanto outro sotaque é utilizado na região sudeste do Pará (Região de Carajás): um dialeto derivado de misturas de nordestino, mineiro, capixaba, goiano e gaúcho.

Dialeto paraense tradicional: tem como característica mais distintiva o raro uso do pronome de tratamento "você", sobretudo nas intimidades, substituindo "você" por "tu": "tu fizeste", "tu és", "tu chegaste", muitas vezes chegando a omitir o pronome "tu", verbalizando expressões apenas como: "chegaste bem?", "já almoçaste?". O "r" e o "s" são pronunciados de maneira semelhante à do Rio de Janeiro. Tal dialeto é considerado brando (à exceção da letra "s") e possuidor de menos vícios de linguagens, comparado aos outros do Brasil, e decorre da forte influência portuguesa na linguagem. Também é conhecido como Amazofonia.

Dialeto da Região de Carajás: marcante o uso do "s" como o de São Paulo, e outras peculiaridades. Essa maneira de falar existe no Pará desde meados da década de 1970, quando houve uma maciça migração desordenada de nordestinos, goianos, sudestinos e sulistas para a região, atraídos com a descoberta da maior reserva mineralógica do planeta (Carajás) e pela oferta em abundância de terras baratas. Também são conhecidos como amazônicos da serra, pelo motivo dessa região estar distante do vale amazônico, em altitudes mais elevadas, aproximando-se do planalto central.

Principais Cidades

ORDEM

CIDADE

MESORREGIÃO

POPULAÇÃO

1

Belém

Metropolitana

1.437,600

2

Ananindeua

Metropolitana

505,512

3

Santarém

Baixo Amazonas

276,665

4

Marabá

Sudeste

203,049

5

Castanhal

Metropolitana

161,497

6

Parauapebas

Sudeste

152,777

7

Abaetetuba

Nordeste

139,819

8

Itaituba

Sudoeste

127,848

9

CAMETÁ

Nordeste

120,904

10

Bragança

Nordeste

107,060

Fonte: IBGE/2010